8ª Publicação - Desafios em empresa de Capitais Públicos

 


Na continuação da minha anterior publicação sobre a RTP, fiquei nesta publicação de partilhar convosco todos os processos de aprendizagem numa empresa de capitais públicos.

A primeira aprendizagem foi de perceber que em vez de ter uma equipa de 10 a 12 profissionais, como na Olivetti / Diebold, passei a ter dentro da Organização de Finanças cerca de 50 profissionais, divididos entre vários sectores, nomeadamente os departamentos de controlo do imobilizado, o controlo da carteira de seguros, a tesouraria, o controlo de todas as aplicações e empréstimos bancários e a contabilidade.

O primeiro processo, para qualquer novo director é definir a Organização que pretende para a sua direcção e, consequentemente, liderar o processo de escolha dos chefes de departamento.

Neste processo deparei-me com várias situações, que dado a sua delicadeza não vou detalhar, apenas referir que tinha pessoas no departamento que apenas queriam obter o seu vencimento, sem quererem contribuir para o sucesso da equipa, assim como pessoas que estavam de baixa, mas que ao fim de semana vinham ao escritório para fazer os seus “piscastes”.

Além disso, como vim a constatar mais tarde, havia guerra entre departamentos, na qual havia profissionais que consideravam que eu deveria além de ter chefes de departamento ter um subdirector, na qual implicou que um destes chefes, nomeados por mim, teve a amabilidade de me trair junto da Administração da empresa, sem qualquer fundamento prático para o assunto.

Isto é o que é saber viver e liderar numa empresa de capitais públicos, na qual temos que ter sempre uma comunicação empática e assertiva, assumindo as responsabilidades das decisões difíceis que são necessárias de tomar.

A liderança está na capacidade de servir a nossa Organização e de igual modo servir todas as Direcções, tendo sempre em foco o objectivo maior, o da Organização.

Numa empresa de capitais públicos o que muitas vezes se torna complicado é saber qual é o objectivo maior, como seja, a recuperação de uma contabilidade de 180 dias a perder de vista ou ter a contabilidade fechada em 10 dias úteis, com um limitado ERP, ou implementação de processos na qual a direcção financeira tem conhecimento de todas as responsabilidades assumidas com terceiros, implementando que todas as encomendas das direcções tinham que ter a aprovação da direcção financeira ou da Administração e que todas as facturas tinham que obrigatoriamente entrar pela Direcção e finanças, ou se era importante controlar todos os equipamentos que efectivamente existiam na empresa por direcção versus o que estava registado no ERP.

Quando entrei na RTP, estes procedimentos entre outros estavam num limbo, ou seja, sem “rei nem roque” e na qual, com uma comunicação empática e assertiva com os profissionais que me reportavam, com a Administração e com os restantes directores da empresa fomos paulatinamente levantando os processos e negociando os novos processos a serem implementados.

Estes são desafios que efectivamente adoro, pois dá-me “pica”, pois estando numa empresa no qual era necessário ter muito cuidado com a “gestão de alcatifa”, simultaneamente era necessário conquistar a confiança tanto da Administração, dos profissionais que me reportava, assim como dos restantes directores da empresa.

Votos que tenham apreciado esta minha partilha e que possam partilhar as Vossas experiências, assim como caso necessitem da colaboração de um profissional experiente na implementação de novos processos de controlo, na qual tem sempre como visão estratégica facilitar a vida a todos os profissionais de uma Organização, não hesitem em contactar para analisarmos as Vossas necessidades e como poderemos implementar tais processos em equipa.

Vemo-nos amanhã

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