7ª Publicação - riscos na integração em quadros superiores de Empresas de Capitais públicos
Hoje, como mencionado na minha antepenúltima publicação, mencionei que apesar da minha integração, com a ajuda da minha assitente ana, ter sido total existia sempre um risco, na qual estava consciente aquando da minha decisão de aceitar o desafio de me tornar o Director de Finanças da RTP.
Para que melhor possam entender o risco, é necessário explicar que numa empresa de capitais públicos, como a RTP, não entramos directamente como Director. Primeiro ficamos integrados nas grelhas profissionais da empresa e, posteriormente ou em simultaneamente, somos convidados a participar como Director em Comissão de Serviço.
Quais as implicações, perguntam vocês?
Quer dizer que podemos a continuar a ser colaboradores de serviço logo que uma Administração considere que nao somos os quadros que eles pretendam para desempenhar a função para o qual fomos contratados.
E porquê um risco, perguntam vocês?
Porque uma Adminstração, numa empresa de capitais públicos, normalmente tem um periodo de exercício, que normalmente é entre 4 a 5 anos.
E então?
Então, quando altera uma Administração é normal que estes queiram, para as posições de Director, o profissional que lhes ofereça a sua confiança, implicando que a comissão de serviço possa ser revogada.
No meu caso, não foi o que aconteceu. Foi mais violento, pois a nova Administração além de ser Administradora da RTP, também era da Holding, Portugal Global, que também controlava a RDP e a Lusa.
Quando a nova Adminsitração tomou posse, tinham o plano de fusão de todas as actividades e, para o caso do Grupo de empresas da RTP, tinham o plano de reduzir os 5 Directores de Finanças (incluindo o da Holding) em paenas um Director.
A Shortlist, ficou entre mim e o actual Director de Finanças da Portugal Global. Apesar de concordar com todo o plano estratégico de reestruturação da direcção de Finanças para o Grupo da RTP, a verdade é que a falta de comunicação e transparência impllcou que soubesse pelo mundo exterior que quem havia de ser seleccionado para exercer a funação, seria o da 2ª hipótese.
Durante cerca de 7 meses tive o provilégio de aprender e executar, com a orientação do meu Administrador, mais um processo de um plano de reestruturação, independentemente de concordar ou não com todos os seus detalhes.
Desta forma foi conseguido, no fecho de contas, conseguir ao fim de vários anos, de que a RTP pudesse apresentar lucros consolidados, pois foi definido que as receitas da indemnização compensatória, defenida pelo Orçamento Geral do Estado, serviria para pagar a grelha telvisiva, a taxas da rádio serviria para para pagar os custos de estrutura da RDP e o excedente para pagar alguns custos fixos da RTP, e, finalmente, as receitas obtidas pela publicidade, serviria para pagar o serviço da dívida, Servíco este que foi totalmente renegociado com base no plano de negócios que a Adminstração apresentou, com a minha colaboração e com a Direcção de Controlo de GEstão,
Após de pôr em prática este plano estratégico, na qual tive o previlégio departilhar numa reunião de televisões púlicas europeias, vim a saber, infelizmente, que a nova Adminstração, apesar de gostar muito esforço e trabalho, já havia decidido pela 2ª hipótese. infelizmente, pois vim a saber por uma empresa que me queria contratar para director financeiro, na qual contactou e fez proposta de contratação à 2ª hipótese, comunicou-me que Ele havia recusado pois a Administração da RTP lhe disse que no futuro ele seria o Director de Finanças da RTP.
A verdade, é que deve estar a fazer um ótimo trabalho, pois ainda hoje se mantem como o Director de Finanças da RTP, implicando eu cair para a Grelha geral de colaboradores da RTP. Não era uma questão de vencimento, mas da função para o qual fui contratado.
Ao invés, dado que a minha experiência profissional e, reconheço hoje como o próprio orgulho profissional, não me permitia visualizar, como tantos outros colegas da RTP se ajustam, pelo que logo no dia seguinte a ser informado fui falar com o meu Administrador, contar-lhe o que sabia e na qual tinha até ao final do dia de trabalho para executar a ordem de serviço na qual definia as condiçoes de rescisão por mútuo acordo.
Deus escreve direito por linhas tortas e quando nos fecha uma porta, logo nos abre 1 ou duas janelas, mas, antes de contar o que a seguir se passou, vou na minha próxima publicação contar tudo o que vivenciei com o Orgulho de ter liderado a Direcção de Finanças da RTP.
Espero que apreciem esta publicação, possam partilhar as Vossa experiências e que caso necessitem de alguém com experiência em liderança de equipas, essencialmente na área finaceira, possam me conctatar pois muito gostaria de vos ajudar, como consultor, interim Managment ou prestador de serviços.
Vemo-nos Amanhã

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