11ª publicação - Contabilidade Interna

 


Hoje, como prometido na minha última publicação, venho vos falar das diferentes hipóteses de como ter o vosso Departamento de Contabilidade Organizado.

Em primeiro lugar, gostaria de mencionar que todas as hipóteses eu já a experienciei e/ou até implementei.

Nenhuma está correcta ou incorrecta, mas há uma situação que devo salientar em qualquer das situações deverá ter um profissional, como eu, em regime de Quadro ou Outsourcing, que entenda da “Poda”, ou seja da matéria contabilística, seja em SNC, IFRS ou USGAAP, para que a mesma seja orientada em relação aos objectivos da Liderança da Organização. Normalmente intitulado como CFO, Director Finaceiro ou até Controller Finaceiro.

Eu sou suspeito, porque sou adepto do Outsourcing / Insourcing e porque tenho mais de 4 anos de auditoria e entendo da “Poda”, mas vou tentar ser objectivo nas Vantagens e desvantagens de cada um deles.

De forma a não tornar a leitura demasiado extensa, vou começar por expor cada uma das opções e, na última, irei efectuar o resumo das diferenças e porque é que eu considero as duas últimas hipóteses das mais vantajosas para as empresas, independentemente da dimensão da sua empresa.

Entremos na primeira hipótese, a de ter a contabilidade com elementos pertencentes ao quadro.

Esta hipótese dá-nos a hipótese de ter sempre a sensação de que o técnico está sempre à nossa disposição e, como o seleccionámos, ser um elemento da nossa confiança na informação produzida.

Verdade de que temos a sensação do técnico estar sempre à nossa disposição, mas nem sempre é verdade, pois eles também adoecem, eles também vão de férias, eles também vão ter que se ausentar para fazerem as sus formações obrigatórias, nem que seja na Câmara dos Oficiais de Contabilidade.

Adicionalmente é normal que estes profissionais, em certo momento da sua carreira, tendo em conta toda a sua experiência queiram ascender a cargos mais altos na Organização, nomeadamente ao cargo de Director Financeiro.

Quando um profissional chega a este estágio e vê como limitadas a suas possibilidades de ascensão começa a ficar aberto a novas oportunidades fora da Organização, ou até, concorrer, em caso de multinacionais, à função de Director noutros países.

Tanto nestes casos, como noutros de ascensão ou mudança de carreira, eu fico


feliz por eles, mas por outro lado entra-me a dor de cabeça de ter contratar outro contabilista, na qual existe o seu período de adaptação e de construção de confiança mútua entre ele e a sua liderança.

Existe ainda outra perspectiva, é de que o Director Financeiro sai, mas a liderança da empresa não vê com bons olhos a subida deste à liderança da direcção, pois falta-lhe capacidades de comunicação, falta-lhe capacidades de liderança, falta-lhe sensibilidade para outros aspectos ligados à função de Controller ou da Direcção Financeira, como seja, tudo o que é relacionado com tesouraria, com investimentos e seus impactos e riscos e por ai adiante.

Quando a empresa contrata o novo director, existe um período de adaptação entre ambos e muitas vezes a visão do anterior Director Financeiro não é a mesma do contratado e existe a possibilidade de resistência à mudança e muitas vezes, profissionais Super competentes, acabam por se desmotivar e começar a baixar o seu rendimento.

Adicionalmente, gostaria também de mencionar outro aspecto, que poderá ser sensível para muitos profissionais ligados à contabilidade, é devido ao facto anterior leva à sua decisão de sair da Organização, ou por vontade da empresa, porque reconhece que tecnologicamente este não evoluiu, não se adaptou aos tempos mais modernos e/ou devido aos seus comportamentos.

Esta situação, apesar dos técnicos de contabilidade estarem obrigados segundo o seu código de ética a não partilhar informação relevante, este, não tendo um acordo de confidencialidade da informação, começa por espalhar boatos sobre a empresa que não correspondem à verdade, mas também a empresa quando descobre já não pode garantir de onde vem essa informação.

Como atrás mencionado, esta experiência e as que vou expor nas minhas próximas publicações, eu já vivenciei durante a minha experiência profissional de mais de 25 Anos.

Espero que tenham gostado desta minha partilha, partilhem os vossos comentários, como sejam outros aspectos positivos ou negativos que tenham com os Vosso profissionais de contabilidade que sejam Vosso quadros.

Estejam atentos à minha próxima publicação, na qual partilharei a experiência de conviver com um departamento em regime de Outsourcing.

Vemo-nos amanhã

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